Naná, entre Ruth Avelino e Nonato Bandeira: Competência e sensibilidade | Foto: perfil no Facebook

A criação, pelo Governo da Paraíba, da Empresa Paraibana de Comunicação S.A (EPC) deverá favorecer o processo de democratização da comunicação no estado. É o que apostam os coordenadores da Sociedade Cultural Posse Nova República (SCPNR), entidade não-governamental, mantenedora da Radio Zumbi Web.

Marcos Veloso
Marcos Veloso aposta na parceria entre EPC e ONG de Comunicação | foto: Dalmo Oliveira

“Pelo desenho da lei que cria a EPC, nós identificamos diversos pontos em que a parceria entre a RÁDIO TABAJARA AM e a Sociedade Cultural Posse Nova República poderão contribuir, inequivocamente, para que a nova empresa cumpra várias de suas atribuições legais”, afirma Dalmo Oliveira, coordenador de políticas públicas da SCPNR.

Ele cita como exemplo o inciso IV do Art. 13 . O art. 6º da Lei nº 10.927, que prevê a “(…) promoção da cultura estadual, estímulo à produção regional e à produção independente”. Além disso, esse tipo de parceria é salutar para ampliar a condição de autonomia da própria EPC em relação ao Governo Estadual para definir sua produção, programação e distribuição de conteúdo no sistema público de radiodifusão. “No inciso nono, também está previsto a participação da sociedade civil no controle da aplicação dos princípios do sistema público de radiodifusão, respeitando-se a pluralidade da sociedade paraibana”, ressalta Oliveira.

“Nossa experiência nos últimos oito anos, produzindo conteúdos para a Tabajara AM, é de quê o programa Alô Comunidade, tem ajudado a desenvolver a consciência crítica do cidadão-ouvinte paraibano, mediante a difusão de informações estratégicas, que não saem na mídia convencional, promotora de cidadania, fomentando a construção da cidadania, a consolidação da democracia e a participação na sociedade, garantindo o direito à informação, à livre expressão do pensamento, à criação e à comunicação, como prevê o novo estatuto da EPC”, acrescenta Fabiana Veloso, coordenadora de programação da Zumbi Web.

Beto Palhano e Dalmo Oliveira com entrevistados no Alô Comunidade
Beto Palhano e Dalmo Oliveira com entrevistados no Alô Comunidade

Os coordenadores da ONG têm reunião agendada essa semana com a Diretora-presidente da EPC, a jornalista NANÁ GARCEZ, para tratar sobre o retorno do programa ALÔ COMUNIDADE, suspenso desde o período eleitoral do ano passado.

Breve histórico

No dia 18/06/2011 os radialistas comunitários Fábio Mozart, Marcos Veloso, Roberto Palhano, Fabiana Veloso e Dalmo Oliveira, ativistas sociais vinculados à Sociedade Cultural Posse Nova República, com sede no bairro Ernesto Geisel, em João Pessoa, veiculam através da RÁDIO TABAJARA AM, o programa radiofônico ALÔ COMUNIDADE. O radiofônico, desde então, passa a ir ao ar nesta emissora todos os sábados, a partir das 14h, repercutindo as notícias do universo da comunicação comunitária, dos movimentos sociais e da cultura popular na Paraíba e no Brasil, abordando temas descartados pela mídia e imprensa convencionais.

“ALÔ COMUNIDADE se tornou também, ao longo desses últimos oito anos, a primeira experiência de Pós-Rádio, com a utilização intensiva da internet para alcançar mais e novos públicos, especialmente através de suas edições em vídeos disponibilizadas no Youtube”, diz Marcos Veloso, coordenador técnico da rádio online.

Idealizado coletivamente, ALÔ COMUNIDADE foi avaliado, aprovado e defendido, no âmbito da RÁDIO TABAJARA AM, pelo ex-diretor desta emissora, o saudoso jornalista Cristovam Tadeu. “Para obter esse espaço inédito na grade da RÁDIO TABAJARA AM, argumentamos, naquela época, que a emissora possui caráter público e que, por esse motivo, deveria garantir, em sua missão, a disponibilização de horários para iniciativas oriundas de setores sociais que representem a cidadania paraibana”, lembra Fábio Mozart, coordenador de criação da emissora.

Fabiana Veloso: a Radio Zumbi Web tem como foco fomentar cidadania | Foto: perfil do facebbok
Fabiana Veloso: a Radio Zumbi Web tem como foco fomentar cidadania | Foto: perfil do Facebook

“Naquela época, era flagrante a dificuldade que as comunidades locais tinham na obtenção de concessões de rádios para atividades de comunicação de caráter eminentemente comunitário. Com a realização, em 2009, das conferências públicas de Comunicação, tanto em âmbito estadual como nacional, evidenciava-se as demandas reprimidas por este tipo de direito humano. A CONFECOM deliberou inúmeras propostas no sentido de democratizar o acesso à Comunicação Social. Necessitávamos, portanto, implementar, na Paraíba, algumas dessas reivindicações advindas dos diversos movimentos sociais”, lembra Mozart.

Sob o comando de Garcez, os ativistas acreditam que a comunicação pública do Estado poderá avançar ainda mais. “Ela possui, além de muita experiência profissional e empresarial, uma sensibilidade diferenciada para essa temática. Tem mestrado na área, portanto, é também uma pesquisadora, e está sintonizada com o sistema nacional de comunicação pública, capitaneado pela EBC”, diz Fabiana.

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