O percussionista, músico da Orquestra Sinfônica da Paraíba e um dos fundadores da banda Cabruêra, Zé Guilherme Amaral, faleceu na tarde desta quinta-feira, 10, na zona rural de Alhandra (PB). As primeiras informações dão conta de que ele foi acometido de um infarto súbito. Levado ao hospital municipal da cidade, ele não resistiu e foi a óbito. O corpo está sendo necropsiado no Hospital Universitário de João Pessoa. Ele tinha 55 anos e deixou uma filha adolescente.

Morador da praia de Tabatinga, nos últimos meses Zé Guilherme havia se engajado num trabalho voluntário com jovens do acampamento Dom José Maria Pires, do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), localizado no Litoral Sul. Budista, inquieto e engajado, Guilherme era um artista diferenciado e carismático. Foi grande difusor da cultura popular do Nordeste.

Arthur Pessoa declarou que seu parceiro na criação da Cabruêra “(…) foi um grande amigo, parceiro e companheiro de estrada durante tantos anos. Ele foi fundamental na formação da Cabruêra e vivemos juntos muitas aventuras mundo afora. Uma figura alto astral e espiritualizada que cativava a todos com sua alegria. A música paraibana perde um grande artista e exemplo de ser humano”, declarou com exclusividade ao DPB.

O músico Milton Dornellas, disse em seu perfil numa rede social que Zé Guilherme Amaral “(…) levou sua alegria e sonhos para as estrelas. Nos deixou sem mandar recado”. Dornellas revelou que havia iniciado uma tratativa para implantação de um polo do projeto PRIMA em parceria com o MST, durante um encontro que tiveram juntos no Memorial das Ligas Camponesas. “Nos reunimos duas semanas depois para amadurecer a idéia e ele ficou de voltar.

Zé Guilherme também se expressava muito bem como ator e intérprete. Vale a pena assistir um de seus vídeos na internet, declamando o poeta Lúcio Lins.

Ele trabalhou nO Sebo Cultural e colaborou com Ednamay Cirilo no bloco Anjo Azul. Em meados dos anos 80’s, passou a integrar a Orquestra Sinfônica, onde conheceu Marcos Fonseca, que também lamentou o desaparecimento do músico. Trabalhou também na FUNJOPE e colaborou também no Instituto PraiAMAR, atuando na área da preservação ambiental.

Budismo

O músico Escurinho também se expressou depois que soube do óbito de Zé Guilherme: “Com ele, além de a boa experiência com a música, conheci o Budismo. Ele é muito espirituoso!”. Guilherme passou a atuar também no ativismo inter-religioso, representando o movimento budista local em eventos.

Redação por Dalmo Oliveira

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